Honestidade versus Negação: O primeiro passo para a recuperação
“Quando admitimos plenamente ao nosso íntimo que somos impotentes perante o nosso vício, damos um grande passo na nossa recuperação!”
Um membro compartilhou sua metáfora favorita: lutar contra o vício sem recuperação é como entrar no ringue com o campeão mundial de boxe.
Achamos que podemos dar apenas um bom soco…
Mas somos repetidamente derrubados no chão.
Depois de muitas tentativas, finalmente percebemos: a doença acabará nos destruindo se continuarmos assim.
Admitir a impotência não é fraqueza.
É a primeira de muitas estratégias que precisaremos para combatê-la.
O fim da negação
Não importava o quão habilidosos éramos em nossa negação.
Nem nossa astúcia, força ou coragem diante do perigo.
Não conseguíamos controlar o uso.
Perdemos a luta.
Chegamos quebrados, machucados, abatidos.
Dizer “sou um viciado” é um grande passo.
Mas admitir plenamente a impotência vai além da fala — exige verdade interna.
O valor da honestidade
Nossa primeira experiência com o Passo Um revela algo essencial: a honestidade quebra a resistência da negação.
Ela abre caminho para a rendição.
E sem rendição, não há recuperação.
Com o tempo, essa mesma honestidade nos permite olhar outras áreas da vida.
Começamos a enxergar verdades profundas sobre quem somos.
E nesse processo:
- Somos ajudados por outros;
- Passamos a entender nossa própria história;
- E nos tornamos capazes de ajudar outras pessoas;
Recuperação é um processo contínuo
O processo de recuperação envolve luta, estratégia e vitória.
Com honestidade completa e entrega contínua, temos uma chance real de vencer.
“Mas nunca nos aposentamos completamente dos ringues.”
Com o passar dos anos, novas batalhas surgem.
Às vezes antigas.
A negação pode reaparecer em áreas como:
- Relacionamentos;
- Sexo;
- Comportamentos compulsivos;
E quando menos esperamos… estamos novamente no ringue.
O golpe vem rápido.
E forte.
O caminho para continuar limpo
A saída continua sendo a mesma:
- Confrontar a negação;
- Admitir a impotência;
- Render-se novamente;
- Fazer o trabalho necessário;
É assim que o progresso acontece.
Para nos mantermos limpos, precisamos continuar esse processo.
Não é preciso voltar ao ringue com o “campeão” para provar nada.
Basta reconhecer:
Ainda há trabalho a ser feito.
Autor: Eduardo Souza
https://edstratamentos.com.br/
Compartilhe